SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO
DO RIO GRANDE DO SUL
NOTA TÉCNICA
DO CENTRO NACIONAL DE EPIDEMIOLOGIA DO MINISTERIO DA SAÚDE
(FUNASA) ADAPTADA PARA O RIO GRANDE DO SUL
SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA
GRAVE
De acordo com informações da Organização
Mundial de Saúde, obtidas em 01/04/2003, casos de Síndrome
Respiratória Aguda Severa (SRAG) já foram identificados
em 15 países, totalizando, até a presente
data, 1.804 casos e 62 óbitos (ver tabela
abaixo), o que configura uma letalidade de 3,8%. Este
aumento no número de casos e óbitos deve-se
à revisão dos dados existentes sobre o surto
de pneumonia atípica ocorrido na província de
Guangdong (localizada ao sul da China), que teve início
em novembro de 2002. Revendo a definição de
caso provável adotada naquele momento com a que a OMS
está adotando para identificar casos de SRAG, um grupo
de investigação organizado pela OMS conclui
que ambas são compatíveis.
Número de casos e óbitos notificados de SRAG
segundo país e local de ocorrência
| País/Local |
Número de casos |
Número de óbitos |
Transmissão autóctone |
| Alemanha |
5 |
0 |
Não |
Australia
|
1 |
0 |
não |
| Bélgica |
1 |
0 |
não |
| Canadá |
44 |
4 |
Sim |
China
- Hong Kong
- Taiwan
- Guangdong |
685
13
806 |
16
0
34 |
Sim
Sim
Sim |
| Cingapura |
92 |
3 |
Sim |
| Estados Unidos |
69 |
0 |
Sim |
| França |
1 |
0 |
não |
| Itália |
3 |
0 |
não |
| Irlanda |
2 |
0 |
não |
| Reino Unido |
3 |
0 |
não |
| Romênia |
3 |
0 |
não |
| Suiça |
3 |
0 |
em investigação |
| Tailândia |
6 |
1 |
não |
| Vietnã |
58 |
4 |
sim |
| Total |
1804 |
62 |
- |
Fonte: Organização Mundial de Saúde
Obs.: nos países com casos autóctones, estão
sendo consideradas como áreas afetadas:
| País |
Área |
Canadá
|
Toronto |
| Cingapura |
Cingapura |
| China |
Beijin, Guangdong; Hong Kong, Shanxi e Taiwan |
| Estados Unidos* |
Não Especificada |
| Vietnã |
Hanói |
* de acordo com informações publicadas no MMWR
nº 52 (12):241-248,de 28/03/03
Principais características dos casos suspeitos
A maior proporção dos casos tem ocorrido em
adultos (25 – 70 anos), previamente sadios. Os casos
secundários estão concentrados em profissionais
de saúde e familiares que tiveram contato direto com
os pacientes ou com suas secreções corporais.
O período de incubação tem variado entre
2 a 10 dias (na maioria dos casos entre 2 a 7 dias). As primeiras
manifestações da doença incluem febre
alta (> 38.0oC) de início súbito, calafrios,
dor muscular e tosse seca. Em 3 a 4 dias os pacientes evoluem
com dispnéia, sendo comum achados radiológicos
de infiltrado intersticial bilateral. Em 80 a 90% dos casos
há significativa melhora dos sintomas a partir do 6º
dia. Em 10 a 20% dos casos os pacientes têm evolução
para um quadro clínico mais grave, progredindo para
insuficiência respiratória aguda, desenvolvendo
um quadro de Síndrome da Angústia Respiratória
(hipoxemia grave, refratária ao uso de oxigenoterapia),
exigindo entubação e ventilação
mecânica. A letalidade neste grupo de pacientes tende
a ser elevada. Os fatores associados à gravidade têm
sido idade acima de 40 anos e presença de co-fatores
de morbidade.
Definição de caso suspeito
A OMS está considerando a seguinte definição
de caso:
Um paciente apresentando, depois de 01 de fevereiro de
2003, história de:
febre elevada (acima de 38ºC)
acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, fadiga,
dispnéia, além de contato íntimo com
pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave
(dentro de 10 dias antes do início dos sintomas) ou
viagem recente (dentro de 10 dias antes do início dos
sintomas) para as áreas afetadas.
Definição de caso provável
Caso suspeito com exame radiológico de pulmão
compatível com pneumonia ou Síndrome de Angústia
Respiratória ou
Caso suspeito com uma doença respiratória sem
causa definida, resultando em morte, com resultado de autópsia
compatível com Síndrome de Angústia Respiratória
sem causa definida.
Agente etiológico
Apesar de alguns achados laboratoriais em pacientes com SRAG
do Canadá, China e Estados Unidos (presença
de vírus das famílias Paramyxoviridae e Coranaviridae,
além de M. pneumoniae), até o presente momento
ainda não há resultados conclusivos sobre qual
é o agente etiológico. Já foram descartados
os mais frequentemente associados às infecções
respiratórias agudas, como o vírus do sarampo
e o vírus respiratório sincicial. Está
sendo considerada a hipótese de que 2 novos vírus,
das famílias Paramyxoviridae e Coranaviridae, em ação
sinérgica, possam ser os responsáveis pela infecção.
Também está sendo considerada a possibilidade
de ser algum vírus que cause infecção
em animais que pulou a barreira das espécies para infectar
humanos ou algum vírus conhecido que cause infecção
em humanos e que tenha sofrido um processo de mutação
ou tenha adquirido propriedades que o tornem mais virulento.
Condutas frente a um caso suspeito
1. Todo paciente que preencha a definição de
caso referida acima deverá ser notificado à
Secretaria Estadual de Saúde ( telefones 51-32885880
e 51-32263353 ) e Secretarias Municipais correspondentes (
SMS Porto Alegre telefone 51-32892471 e 32892472 ). No Estado
do Rio Grande do Sul o hospital de referência é
o Hospital Nossa Senhora da Conceição (Rua Francisco
Trein nº 596 ). Equipe técnica das áreas
de Pneumologia Sanitária e Vigilância Epidemiológica
da Secretaria Estadual presta informações sob
conduta frente a casos suspeitos pelos telefones 51-32263353
, 3288 5898, 32885880, das 8:30 às 18:00 h. Após
esse horário e nos finais de semana , o telefone disponível
é 51-99135935.
2. As Secretarias Municipais de Saúde deverão
notificar casos suspeitos, por telefone, às
respectivas regionais da SES, que notificará imediatamente
ao CENEPI .
3. Se for detectado algum caso suspeito (de acordo com a
definição estabelecida acima) em aeronaves e
embarcações, o primeiro atendimento será
prestado na unidade médica dos portos e aeroportos,
procedendo-se a notificação para a ANVISA. Após
a avaliação e prestação da assistência
médica inicial, deverá ser feito contato com
a referência técnica do Estado pelos telefones
acima citados.
Manejo clínico de um caso suspeito:
· hospitalizar o paciente em uma ala de isolamento
ou junto com outros casos de SRAG;
· atender o paciente de acordo com as normas de biossegurança
em anexo;
· obter e registrar detalhadamente a história
clínica e história de contato íntimo
com pacientes com Síndrome Respiratória Aguda
Grave (dentro de 10 dias antes do início dos sintomas)
ou viagem recente (dentro de 10 dias antes do início
dos sintomas) para as áreas afetadas;
· coletar amostras para investigação
laboratorial e exclusão de causas conhecidas de pneumonia
atípica:
a) swab de garganta e/ou nasofaringea;
b) sangue para hemograma, hemocultura e sorologia (soro pareado).
· as amostras deverão ser enviadas para o LACEN/RS,
que as enviará para o laboratório de referência
nacional (FIOCRUZ/RJ);
· realizar estudo radiológico do pulmão.
Tratamento
Diversas terapias com antibióticos têm sido
tentadas até o momento, com pouco efeito evidente.
A ribavirina com ou sem o uso de esteróides têm
sido utilizada em um número crescente de pacientes.
Mas, na ausência de indicadores clínicos, sua
efetividade não foi comprovada até o presente
momento.
Atualmente a terapia mais apropriada são as medidas
de suporte geral do paciente, assegurando a hidratação
e o tratamento de infecções subsequentes.
Manejo de contatos
· Registrar o nome e endereço, anexando à
Ficha de Investigação Epidemiológica
do caso suspeito;
· Fornecer informação e recomendação
em caso de surgimento de febre ou sintomas respiratórios.
Outras informações poderão ser obtidas
em contato por telefone ou e-mail da Secretaria Estadual de
Saúde do Rio Grande do Sul ( telefone 51- 32263353
e 32885898 e e-mail pneumologia@saude.rs.gov.br ou acessando
na página da Organização Mundial da Saúde
(http://www.who.int/en)
e da FUNASA (www.funasa.gov.br).
Para condutas em portos, aeroportos e áreas de fronteiras
consulte a página da ANVISA (www.anvisa.gov.br)
CONDUTAS DE LABORATÓRIO E NORMAS DE BIOSSEGURANÇA
SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA
GRAVE – SRAG
Orientações gerais de biossegurança
na manipulação de pacientes e de espécimes
clínicos procedentes de casos suspeitos
Enquanto não estão bem definidos o agente etiológico
e os aspectos epidemiológicos acerca da transmissão,
recomenda-se alguns procedimentos de barreira de proteção,
tais como isolamento do paciente e utilização
de equipamentos de proteção individual (EPI),
no sentido de minimizar a transmissão para outras pessoas.
O caso suspeito deverá usar máscara cirúrgica
até que seja excluída a possibilidade de tratar-se
de SRAG. A lavagem das mãos é a medida mais
importante na prevenção da disseminação
de infecções, inclusive as de transmissão
respiratória, juntamente com as demais medidas que
serão descritas abaixo.
Cuidados para pacientes suspeitos de SRAG
1. A manipulação de pacientes com suspeita clínica
de SRAG deverá obedecer às normas gerais de
biossegurança, não só para os profissionais
de saúde envolvidos no atendimento ao paciente, como
para os técnicos de laboratório que irão
manipular as amostras biológicas colhidas, sendo
indispensável o uso de:
· Avental descartável, com mangas compridas,
punho em malha ou elástico, gramatura 50 g/m²;
· Luvas de látex, descartáveis, não
estéreis (luvas de procedimentos);
· Máscara de proteção facial,
tipo respirador, para partículas, sem manutenção,
com eficácia na filtração de 95% de partículas
de até 0,3m (máscaras N95). Poderá ser
adquirida com válvula especial para facilitar a respiração.
· Óculos de proteção, flexível,
em PVC incolor, leve, com adaptação ao nariz;
lentes em policarbonato.
2. Ao ser identificado um paciente com suspeita de SRAG,
este deve ser avaliado em uma sala separada até que
sejam tomadas as medidas para internação. Deve
ser colocada máscara cirúrgica no paciente até
que o mesmo seja encaminhado para o hospital de referência
para internação.
OBS. Para todos os contactantes com pacientes suspeitos
de SRAG deve ser feita higiene cuidadosa das mãos com
água e sabão abundantes. Pode ser usada solução
alcoólica como alternativa para lavagem das mãos.
3. A Comissão de Controle de Infecção
Hospitalar deve ser imediatamente notificada a fim de desencadear
os procedimentos de controle de infecção, tais
como:
· Precauções padrão, por exemplo,
lavagem de mãos;
· Precauções de contato (barreira de
contato), p.ex. aventais e luvas. Deve ser incluída
proteção ocular para todos os profissionais
de saúde que tiverem contato com o paciente ou suas
secreções; e
· Precauções respiratórias, isolamento
do paciente e uso de máscara N-95 descartável
para as pessoas que entrarem no local.
4. Estes pacientes deverão ser isolados e acomodados
preferencialmente em quartos com banheiro privativo. Todos
os profissionais envolvidos na atenção ao paciente
deverão usar máscara N95. As máscaras
cirúrgicas não são recomendadas, dada
a pouca proteção que dispensam.
5. Sempre que possível, pacientes sob investigação
deverão estar separados dos que já têm
o diagnóstico confirmado.
6. Todo o material usado nestes pacientes deve ser descartável.
No caso de reutilização, devem ser esterilizados.
As superfícies de contato deverão ser limpas
com desinfetantes de largo espectro, e de eficácia
comprovada. O deslocamento do paciente deve ser evitado, porém
quando for deslocado deverá usar máscara N 95.
7. As luvas não substituem a lavagem das mãos,
as quais devem ser lavadas antes e após cada contato
com o paciente, após cada atividade e após a
retirada das luvas. Profissionais de saúde são
orientados a usar luvas na manipulação de todos
os pacientes, e estas devem ser trocadas após cada
contato com itens passíveis de contaminação,
tipo, secreção, máscaras. Da mesma forma
devem ser usados aventais e protetores oculares, para prevenção
de contaminação por aspersão acidental
de sangue e secreções respiratórias.
8. Medidas de precaução também devem
ser tomadas para transporte, manipulação e descarte
de resíduos. Estes devem ser feitos em embalagens reforçadas
para evitar vazamentos e descartadas em segurança.
Todo material, descartável ou não, deverá
ser esterilizado por calor úmido ou por produtos químicos.
Coleta, conservação e transporte de amostras
Em todos os pacientes suspeitos de SRAG deverão ser
colhidas amostras de sangue, secreção de trato
respiratório, soro e, no caso de óbito, tecido
para esclarecimento diagnóstico (ver esquema em anexo).
Da mesma forma, deverão ser tomadas as medidas de precaução
pelos profissionais de laboratório, com a utilização
dos EPI e manipulação de amostras em ambiente
de contenção de risco biológico NB3.
No caso das amostras de sangue ou outras secreções
relativas ao manejo clínico do paciente, que serão
processadas na própria unidade hospitalar, observar
os procedimentos de biossegurança listados acima.
Espécimes de trato respiratório
As amostras de trato respiratório deverão ser
colhidas no início dos sintomas (cinco primeiros dias).
Três tipos de espécimes devem ser colhidos para
isolamento viral ou bacteriano e PCR. O aspirado de nasofaringe
é o espécime de escolha para a detecção
de vírus respiratório.
A. Trato Respiratório Superior:
1. Coleta de aspirado de nasofaringe-ANF:
- com o coletor apropriado, aspirar a secreção
de nasofaringe das 2 narinas. A aspiração pode
ser realizada com bomba aspiradora portátil, ou vácuo
de parede do hospital; não utilizar uma pressão
de vácuo muito forte. Pode também ser utilizado
como coletor um equipo de solução fisiológica,
acoplado a uma sonda uretral número 6.
- durante a coleta, a sonda é inserida através
da narina até atingir a região da nasofaringe
quando então o vácuo é aplicado aspirando
a secreção para o interior do coletor. Este
procedimento deve ser realizado em ambas as narinas, mantendo
movimentação da sonda para evitar que haja pressão
diretamente sobre a mucosa, provocando sangramento. Alternar
a coleta nas duas fossas nasais até obter um volume
suficiente, aproximadamente 1 ml, de ANF.
- após, colocar a sonda de aspiração
do coletor no frasco contendo 3 ml de meio fornecido pelo
LACEN e aspirar todo o meio para dentro do coletor. Retirar
a tampa contendo a sonda de aspiração e a sonda
conectora de vácuo e desprezar em saco apropriado para
esterilização por autoclavação.
Fechar o frasco coletor utilizando a tampa plástica
que se encontra na parte inferior do coletor. Vedar esta tampa
com plástico aderente tipo Parafilm e manter a 40C
(não congelar).
- não insistir se a coleta não alcançar
o volume desejado (+ 1 ml), pois poderá ocasionar lesão
de mucosa.
- uma vez coletado, o aspirado deverá ser encaminhado
ao laboratório, individualizado em saco plástico,
lacrado e identificado adequadamente:
a) nome do paciente;
b) natureza do espécime;
c) data de coleta; e
d) cópia da ficha de investigação epidemiológica.
- o transporte do espécime ao laboratório deverá
ser realizado no mesmo dia da coleta, em caixa de isopor com
gelo. Excepcionalmente, o aspirado poderá ser estocado
e preservado a 40C (não congelar), por período
não superior a 24 h. Não sendo possível,
congelar a – 70C e enviar em gelo seco.
2 Coleta de swab de nasofaringe e orofaringe (3 swabs )
- Swab de nasofaringe – inserir o swab na narina, paralelamente
ao palato e deixar por alguns segundos, para absorção
de secreção. Colher swab nas duas narinas (um
swab para cada narina).
- Swab de orofaringe – Colher swab na área posterior
da faringe e tonsilas, evitando tocar na língua.
- após a coleta, inserir os três swabs em um
mesmo frasco contendo 3 ml de solução salina
tamponada pH 7,2 (PBS) ou caldo triptose fosfato, lacrar e
identificar adequadamente o frasco. Manter refrigerado a 4ºC.
ØOs swabs a serem usados devem ser estéreis,
ter a haste de plástico. Não deverão
ser usados swabs com haste de madeira e/ou com alginato de
cálcio.
B. Trato Respiratório Inferior
No caso de haver necessidade de coleta de amostras de lavados
broncoalveolares, aspirados traqueais, ou de drenos pleurais,
estas deverão ser colocadas em 3 ml de meio de transporte
e seguir as recomendações para o ANF.
Amostras de Sangue
1. Todo o procedimento para coleta e processamento das amostras
de sangue deverá seguir as orientações
de biossegurança. Deverá ser coletado uma amostra
de soro , conforme abaixo (A). A coleta para separação
de linfócitos deverá ser realizada somente em
locais que possam realizar esta separação.
2. A melhor opção para coleta de soro é
o uso do frasco contendo um gel separador do plasma. Assim,
o sangue não precisa ser manipulado e pode ser transportado
neste frasco.
A. Coleta de soro : deverão ser colhidas amostras
na fase aguda, ou seja, nos 5 primeiros dias. Quando possível,
deverão ser colhidas novas amostras em 3 semanas. Colocar
5 – 10 ml de sangue total em tubo de centrífuga,
deixar coagular, centrifugar rapidamente e colocar todo o
soro em frascos estéreis com tampa externa e lacre
interno. Manter refrigerado a 4ºC. Enviar em caixa de
isopor , com gelo reciclável. Se não puder enviar
em até 48 horas, deverá ser congelado e enviado
em gelo seco.
B. Coleta de leucócitos: colher 5 – 10 ml de
sangue em tubo com EDTA. Se possível, os leucócitos
deverão ser purificados por gradiente de separação.
Caso não seja possível, centrifugar o sangue
e coletar a camada entre o soro e as células vermelhas.
Colocar em frasco estéril com tampa externa e lacre
interno e refrigerar a 4ºC.
Amostras de Tecidos
1. As amostras deverão ser colhidas assepticamente
logo após o óbito. Usar instrumentos estéreis
separados para cada órgão. Dividir cada amostra
e colocá-las em frascos estéreis com solução
salina ou meio de transporte para vírus ou bactérias,
e em formol ou parafina.
2. As amostras colocadas em solução salina
ou nos meios de transporte deverão ser congeladas a
–70ºC e transportadas em gelo seco. Os tecidos
fixados (em formol ou parafina) NÃO devem ser congelados.
Mantê-los refrigerados a 4ºC.
Encaminhar as amostras,
imediatamente, ao Laboratório Central de Saúde
Pública-LACEN em caixa de isopor com gelo, devidamente
lacrada e identificada. O LACEN por sua vez, por medidas
de biossegurança, deverá encaminhar a amostra
imediatamente para:
Fundação Oswaldo Cruz
Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas
Endereço: Av. Brasil, 4365 – Manguinhos
Rio de Janeiro –RJ CEP 21045-900 |
Tão logo seja identificado o agente etiológico
da SRAG, e que o mesmo possa ser manipulado sem grande contenção
de risco biológico, as amostras colhidas serão
encaminhadas para outros laboratórios de referência,
os quais serão divulgados oportunamente. Quaisquer
outras informações acerca dos procedimentos
laboratoriais e de biossegurança, entrar em contato
com:
Coordenação Geral de Laboratórios de
Saúde Pública /CENEPI (tel.61- 314-6352, 61-
314-6341 e 314-6556).
Síndrome
Respiratória Aguda Severa - SRAS
Espécimes para avaliação de
casos suspeitos |


A. Respiratório
Superior
1. aspirado de nasofaringe
2. Swabs de naso e orofaringe
Respiratório Inferior
ANF e/ouLavado broncoalveolar,
aspirado traqueal ou drenagem pleural.
B. Sangue
1. Soro
2. Creme leucocitário
3. Sangue total |
|
C. Tecidos
1. Tecidos fixados (formol ou parafina) de
órgãos (pulmão, coração,
baço, fígado, cérebro,
rim, supra-renais).
2. Tecido congelado de pulmão e vias
aéreas superiores (traquéia,
brônquios) .
D. Respiratório Superior
1. Lavado/aspirado de nasofaringe
2. Swabs de naso e orofaringe
Respiratório Inferior
ANF e/ou Lavado broncoalveolar, aspirado
traqueal ou drenagem pleural.
E. Sangue
1. Creme leucocitário
2. Soro
3. Sangue total
|
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